INSIDER NEW YORK CITY – DICAS DOS ROLÊS INTERNOS DA CIDADE! PARTE I

Atualizado: Mai 29



Quem acompanha a RAMBLAS há mais tempo já deve ter se ligado que é de uma viagem que a gente goxta. Foi um jeitinho maroto que a gente encontrou de fazer o que a gente ama – viajar – com o que a gente ama também – trabalhar!


A verdade é que essa ideia – zero inovadora – já deve ter passado na cabeça de muita gente por aqui: porra, claro! Viajar, comprar umas roupinhas e revender? Valeu, gênia! E nem precisei terminar de ver Girlboss pra entender que era isso que eu também queria pra minha vida – “também” porque quero muitas coisas na vida, sabe? Viajar, garimpar, explorar o não óbvio e encontrar peças incríveis sempre estiveram no cerne do projeto da RAMBLAS. Desde o princípio, quando eu e Cynthia ainda éramos sócias lá no Rio de Janeiro, a gente queria sempre colocar uma pitada a mais no brechó e, de alguma forma, tirar o nosso projeto do óbvio.

Pois bem, a segunda viagem oficial de garimpos rolou em junho de 2019 e foi quando eu fui pra Nova York (a primeira havia sido pro Rio, mas hoje vamos focar em NYC). Eu sei, parece um pouco demais de cara já querer ir pra NYC garimpar, mas, por incrível que pareça, financeiramente foi uma viagem (na medida do possível) confortável pro meu bolso. Primeiro porque por um alinhamento astral eu consegui uma passagem muito barata na época em que pesquisei (acredita que eu tava olhando passagem pra passar carnaval no Rio e acabei comprando pra NYC?). Segundo porque eu tenho um casal de amigos que mora por lá – sim, colegas, taí o grande segredo do viajante: faça amigos aonde você for! Terceiro porque eu mentalizei que eu teria um retorno nos meus gastos (isso é muito relativo, depende de como você faz as contas).

Eu já havia ido a Nova York algumas vezes muitos anos atrás, mas era sempre aquele rolê turístico bem tradicional: Times Square, compras, algum museu só pra dizer que foi, topo do Empire State Building. E sem julgamentos, isso tudo pode ser muito incrível também se é o que você procura. O que não tem sido o caso nas minhas últimas viagens. Facundo Guerra deixa isso bem claro em um trecho do seu livro Empreendedorismo para Subversivos: “ O turista é um extrativista, alguém que se desloca para conquistar outro espaço e colocar um alfinete num globo terrestre (...). Viajantes chegam abertos para aprender, para se perder, para explorar, curiosos para descobrir algo que nunca viram em nenhuma outra cidade do mundo”. Há algum tempo eu me tornei essa viajante.

E uma viagem de garimpos é também ir na contramão dessa lógica de somente ser turista. Sabe o que é muito doido? É que é uma viagem de negócios também. Uma vez, o meu irmão debochou de mim quando disse que “essas minhas viagens de garimpo eram meras desculpas pra eu fingir que estava trabalhando”. Aquilo era só mais uma falácia da mente de um funcionário público brasiliense, no caso, o meu irmão (sem generalizar aqui os funcionários públicos, tá bem). Sim, é bem difícil botar na cabeça das pessoas que foi na revenda de muamba a forma que encontrei de ganhar dinheiro. E quando eu viajo, pra não cair nessa falácia, eu tenho que focar muito e lembrar que tudo aquilo que eu tô fazendo é, sim, trabalho. E tem muitos processos envolvidos nesse trabalho, a começar pela comunicação, que é quando você entende que todos os momentos da sua viagem interessam para o seu público.

E foi assim que me permiti conhecer o lado B de uma Nova York. Meus amigos moram no Brooklyn, o que tem deixado de ser o lado B da cidade também – tem muito turista atravessando a ponte pra explorar o que algum dia foi a zona industrial de NYC. Nova York como um todo é cheia de segredos, seja em Manhattan, seja no Brooklyn. A cidade parece sempre querer te engolir pela grandiosidade dos letreiros de led e dos seus arranha-céus, mas não se engane pela pequenez dos estabelecimentos; dentro de cada vitrine esmagada numa fachada de tijolinhos, tem um universo de negócios locais diversamente criativos. E foi pelo pequeno que eu me interessei, pelo local, mesmo sabendo que tudo o que acontece em Nova York imediatamente se torna universal.

Antes mesmo de viajar, eu fiz uma pesquisa rápida sobre os brechós que eu queria garimpar. Ah sim, os garimpos são todos feitos também em lojas ou feiras de segunda mão – não faria o menor sentido perder a essência do negócio em si. Muita gente fica um pouco confusa quando lançamos as coleções de cidades pelas quais eu passo e aqui eu explico: não, as coleções não são de peças novas, tampouco de peças de upcycling. São todas peças garimpadas por aí, com muito, mas muito amor, de corazón. É um trabalho incrível, né? Passar o dia inteiro batendo perna e fazendo compras. Se eu disser que não é, eu vou mentir (porque lá no início do texto eu falei que amo muito isso), mas como todo trabalho, dá trabalho! 8 horas de garimpos diários equivalem a 8 horas de trabalho como outro qualquer – no final do dia você (quase) não vai mais querer ver roupas na sua frente!

Bem, eu tô escrevendo esse texto no meio de uma pandemia e não sei exatamente quando você e eu voltaremos a viajar como nos velhos tempos (aqueles de 3 meses atrás). Mas, caso você esteja planejando alguma viagem à Nova York num futuro breve (espero que não com o dólar a R$6,00) e queira fugir do itinerário Empire State – Estátua da Liberdade (aliás, vai também, e fica à vontade em NYC, quase tudo vale naquela cidade), aqui vão algumas dicas dos rolês que fui por lá (sozinha, forever alone). Quando isso tudo passar e se o seu rolê também é correr atrás de garimpos e pequenos negócios locais, aqui vai o bizú de lugares por onde passei. Se joga, NYC é f*da!


Locais que visitei na viagem em junho de 2019 para pesquisa em moda sustentável e garimpos para a RAMBLAS!


1. Zero Waste Daniel


Eu caí de paraquedas numa reunião na loja do Daniel. Eu estava acompanhando a minha amiga que é voluntária em uma cooperativa de reciclagem em Nova York e, naquele momento, eles estavam com um projeto juntos.


O Daniel, criativo da marca, tem uma loja no Brooklyn e trabalha com up cycling: 100% das peças produzidas pela marca são feitas à mão e de sobras de materiais da indústria têxtil. E ele consegue dar uma resultado incrível em suas criações, que fogem àquela ideia de que (talvez) você também tenha sobre peças de up cycling terem sempre aquela cara de "retalhos".


A loja é linda e é também parte da oficina dele. Logo na vitrine você consegue ver alguns retalhos usados nas suas peças. Não é um brechó, já que todas são novas e ele consegue ter uma grade de suas coleções. Porém, a média de preços é um pouco elevada - lembrando que é uma empresa pequena e que seus processos não são em larga escala. As peças podem variar de $60 a $300 dólares.


www.zerowastedaniel.com

@zerowastedaniel


2. Brooklyn Flea


É um mercado de pulgas e foi um achado! Acredito que encontrei essa feira em um guia de NYC na casa da minha amiga e valeu muito a pena. A feira acontece de abril a outubro e em diversas partes do Brooklyn. Eu fui em um domingo na época e tava rolando no Dumbo, logo embaixo da ponte.


Cheguei lá na esperança de garimpar muitas peças pra RAMBLAS, mas quebrei a cara na primeira barraca cheia de jaquetas jeans vintage que encontrei: os preços também eram muito elevados para revenda aqui no Brasil. No entanto, como visitante e pessoa física valeu muito a pena e consegui fazer garimpos pra mim mesma (ninguém é ferro, não é meixmo?). Garimpei algumas peças pra RAMBLAS, mas, naturalmente, eram algumas peças mais caras na coleção. Um


No geral, tem muitos achados incríveis, que vão desde de roupas à mobiliários e cacarecos. O passeio valeu muito à pena - mesmo estando 100% sozinha cry - porque dali rola aquela vista fodona pra Manhattan, além de todos os rolês de comes e bebes da área do Dumbo.


www.brooklynflea.com


3. Beacon's Closet


Um dos meus brechós favoritos de Nova York! Eles têm várias lojas em Manhattan e Brooklyn e a maioria das peças do acervo não é vintage. É bem contemporâneo, você vai encontrar quase tudo o que procura, porque realmente tem muita variedade - você vai precisar de tempo, se você tiver!


A média de preços, no geral, em dólar (sem converter, plizz) é boa, varia muito. Pode ter peça de $12 a $200, como tudo na vida dos garimpos, depende muito do que você procura. É o meu estudo de caso e minha referência de brechó para a própria RAMBLAS. Sou fã e recomendo


www.beaconscloset.com



É isso! Continua acompanhando nóix pra saber os próximos rolês das viagens de garimpos da RAMBLAS.


Com amor,

Tathi Gondim <3


Flea market Dumbo


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