- [RMB NEWS] LOWSUMERISM -


Já faz alguns anos que termos como “slow fashion” e “lowsumerism” têm rodado por aí, incitando algumas questões ainda interiorizadas na gente. O processo de colocar pra fora tais questionamentos ainda é lento, já que, como cidadãos do século XXI que somos, é natural que estejamos acostumados a esse estilo de vida “atrativo” construído nos últimos tempos, baseado principalmente na cultura do consumo.

Crescemos numa sociedade em que o ato de consumir não se esgota nas nossas necessidades básicas, como comer e viver confortavelmente (ainda não entendo essa coisa de morar em casas de 1000m2). Fomos instigados a alimentar também os nossos desejos, de forma a atingir um patamar social, senão psicológico, totalmente idealizado, que sequer existe. É aquela máxima de que quanto mais você tiver, mais você vai querer e, na verdade, nunca vai ter. E por isso, somos diariamente engolidos por propagandas e por atos sutis de marketing (danadinhos!) que nos incitam a colocar em prática esse padrão de consumo, no intuito de nos encontrarmos na sociedade e de nos acharmos como indivíduos. As redes sociais têm potencializado essa sensação de pertencimento. Hoje, além de servirem como ótimos canais para venda de produtos e serviços (ah! aproveita e passa no nosso instagram @ramblasrio), são também as maiores fontes alimentadoras do nosso próprio ego. Postar aquela foto e ficar de minuto em minuto esperando aquela “chuva de likes”. Quem nunca?

Assim como, quem nunca se pegou numa grande loja internacional de departamento (aquela que você já -za- sabe o nome -ra), desejando tudo e mais um pouco, tendo que entrar mais de uma vez no provador porque a quantidade de peças que você tem nas mãos ultrapassa o limite que permitem nas cabines? Bem eu já, inúmeras vezes. E quando você sai da loja, aquela música que estava tocando lá dentro parece ir silenciando aos poucos na sua cabeça, aquela luz vai-se acalmando e, num click, você parece acordar de uma hipnose muito louca e é quando se pergunta “putz, por que mesmo eu comprei isso? eu nem precisava!”. E, mais uma vez, caímos nas garras desse tal de fast fashion.

E foi diante desse frenesi, porém, que vieram à tona tais questionamentos sobre como consumimos hoje. Falar em lowsumerism não significa deixar de consumir, mas sim consumir de forma consciente e, consequentemente, adquirir o que precisa e quando se precisa. Ainda, o slow fashion entra em cena também de forma a indagar a produção em massa de grandes marcas e, consequentemente, de incentivar a aproximação do consumidor ao produtor. Nos acostumamos com a velocidade de produção e com a facilidade com que peças de inúmeras marcas chegam a nossas mãos, raramente nos questionando como teria sido o seu processo de fabricação. Aliás, verdade seja dita: sim, já ouvimos falar em exploração de mão de obra barata em fábricas (leia galpões insalubres) que oferecem péssimas condições aos seus funcionários (leia escravos). E, não, não fizemos grandes coisas pra mudar isso “só mais essa peça de $5.00 da liquidação da h&m, já está feita, não é mesmo?”. Sabemos, é difícil, especialmente por sermos também parte dessa rede e eu até arriscaria dizer que exige também mudança do próprio estilo de vida. Fazendo uma analogia, seria como se tornar um vegano da moda.

A moda slow fala em consciência ética (não se esqueça de que a indústria da moda é a que mais utiliza mão de obra escrava no mundo), ambiental (passando aqui só pra lembrar que a também indústria da moda é a segunda maior fonte de poluição do planeta, ficando atrás apenas da indústria do petróleo), além de incentivar produtores e materiais locais, já que a cadeia de produção é mais reduzida e atinge um raio menor de consumidores. E tem muita marca legal surgindo com esse conceito, conquistando, slowly, uma galera interessada no assunto. Em breve, traremos um post contando dessas marcas.

E, vai que você ficou um pouquinho curioso e quer saber um pouco mais sobre o assunto, fica aqui a indicação de documentários e séries que retratam bem o tema:

1) The True Cost: Esse talvez seja o mais famoso (está disponível no Netflix), traz à tona assuntos já pungentes e mostra o que está por trás do processo de produção da indústria da moda e como isso nos afeta. Os dois lados da mesma moeda, sabe?

2) Sweatshop Dead Cheap Fashion: A produção da série envia três blogueiros de moda para conhecer fábrica têxtil no Camboja. De perto, eles, consumidores ativos, veem como vivem os trabalhadores nesses locais e como é o dia a dia de pessoas que ganham $3.00 por dia. Tocando na ferida.

3) Thread: Amber Valetta mostra as implicações do mercado fast fashion e suas consequências ambientais e sociais. Ela é otimista e acredita em mudança.

Lembrando que lowsumerism não é apenas o ato de sair boicotando por aí grandes marcas, passar a comprar apenas em bazares e brechós (mas pode comprar aqui na Ramblas sempre que precisar!), é também se questionar a respeito e refletir como a sua prática pode ajudar nesse processo de mudança. Se perguntar já é um bom começo!

Com propósito e amor,

Rambleñas <3

#blogramblas #rmbnews #lowsumerism #modaconsciente #consumoconsciente #slowfashion #sustentabilidade

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Nossa marca nasceu no Rio, mas nos mudamos para Brasília, onde abrimos nossa loja física. Brechó + Pocket Bar + Tabacaria. Estamos na CLN 411 Bloco C Loja 70.

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